06/10/2014

Os candidatos que disputarão o segundo turno das eleições em Goiás destacaram ontem, após a apuração das urnas, o que consideram pontos fortes para o embate do dia 26 de outubro. O governador Marconi Perillo (PSDB) destacou a frente de 552 mil votos e o crescimento das bancadas aliadas, além da disparada de Aécio Neves (PSDB) na corrida presidencial, como fatores de peso no confronto. Já a perspectiva de aglutinar os candidatos da oposição e o porcentual de votos “contra Marconi” no primeiro turno, além da vitória do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) para o Senado, foram ressaltados pelo ex-governador Iris Rezende (PMDB) como pontos favoráveis a ele na disputa. Para afastar qualquer sentimento de frustração da militância, Marconi afirmou que tem muitos motivos para comemorar e que “não foi uma vitória pequena”. O grupo de Iris comemorou o 2º turno, ressaltando que o adversário contava com o fim das eleições ontem, mas sem grande entusiasmo diante da votação bem menor do que em 2010 – 28,4% dos votos válidos, quando há quatro anos, foram 36,38%. Marconi concedeu coletiva no comitê na Vila Redenção, e Iris no escritório no Setor Marista.

Marconi diz que resultado é “a maior resposta” a críticas e ataques

“A maior resposta a todos os ataques, críticas e crises que atravessamos é esse resultado – 46% dos votos”, afirmou ontem o governador Marconi Perillo (PSDB), em entrevista coletiva no comitê da coligação, após a apuração das urnas.

O tucano disse ter muitos motivos a comemorar e destacou a frente de mais de 17 pontos sobre o adversário, que ele chamou de “votação extraordinária”. Além da vantagem no primeiro turno, superior à de 2010, Marconi destacou a vitória do presidenciável Aécio Neves (PSDB) em Goiás e a pequena diferença em relação à presidente Dilma Rousseff (PT) no País, a alta votação de Vilmar Rocha (PSD) na disputa ao Senado, e as “expressivas” bancadas aliadas na Assembleia Legislativa e na Câmara. Foram 13 deputados federais e 27 estaduais do grupo governista.

Questionado se tem esperanças de contar com o apoio de candidatos derrotados da oposição, Marconi disse que conversará com todos que estejam abertos ao diálogo. Disse que procurou ser respeitoso com todos os adversários, “apesar de implacavelmente atacado”. “Quero pedir desculpas se me equivoquei, se fiz acusações ou ofendi em alguns momentos. Todos foram importantes para o processo democrático”, afirmou.

O governador afirmou que não planeja fazer grandes mudanças nas estratégias de campanha. Ele disse ter ficado satisfeito com as votações em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, mesmo não tendo vencido em nenhuma das três cidades.

Marconi também disse não ter expectativa de anulação de votos do candidato do PT, Antônio Gomide. Questionado sobre a acusação da campanha petista de golpe, o governador respondeu que isso é questão da Justiça – referindo-se ao processo contra Gomide no Tribunal de Contas dos Municípios – e do PT.

Em discurso a militantes, Marconi disse que há um ano e meio, todos apostavam que ele não disputaria as eleições e depois que não chegaria ao segundo turno. “Chegamos e não foi uma vitória pequena”.

Marconi criticou as pesquisas que davam votação menor a Vilmar Rocha (PSD) para o Senado. “Se não fossem elas ele poderia ter ganhado”, diz.

Fonte O Popular.