O governador Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição, disse ontem, em entrevista ao Jornal Anhanguera 2ª Edição, da TV Anhanguera, que não houve nenhuma prova de envolvimento do governo ou dele pessoalmente com as denúncias do caso Cachoeira e que por isso o episódio “está esgotado”.

Questionado sobre o fato de ser aliado na campanha eleitoral de candidata a deputado que foi envolvida nas denúncias – a ex-chefe de gabinete de Marconi, Eliane Pinheiro (PMN), exonerada do cargo por conta do escândalo –, o tucano afirmou que todos os candidatos têm tratamento igualitário. Completou que “ninguém foi mais investigado no País” em 2012 do que ele.

“Eu pedi para ser investigado, pedi para ir à CPI. Todos os meus sigilos foram quebrados (…) Ao contrário de outros que são meus adversários que foram à Justiça para impedir que seus nomes fossem investigados ou que seus sigilos fossem quebrados”, afirmou o governador, alfinetando o principal adversário na disputa ao governo, Iris Rezende (PMDB).

Cachoeira voltou à cena política esta semana, após publicação de artigo na segunda-feira, no jornal Diário da Manhã, em que ataca Iris por citá-lo na campanha, associando o contraventor ao governador, e alfineta também outros políticos. Marconi disse à TV que está “absolutamente tranquilo” sobre o caso Cachoeira.

O governador também foi questionado sobre a nomeação do ex-prefeito de Itumbiara José Gomes da Rocha – que tem condenações na Justiça – na Saneago, no ano passado. Marconi disse que recebeu “carta branca” da Controladoria e “de outros órgãos” para a nomeação. Perguntado sobre a recomendação do Ministério Público Federal contra a nomeação, Marconi respondeu que “o MPF não governa”.

O decreto que proíbe a nomeação de ficha suja no governo foi assinado pelo próprio governador, que garantiu ontem que não há nenhum auxiliar em qualquer escalão que não seja ficha limpa. Marconi também fez elogios a José Gomes: “Foi um excepcional prefeito de Itumbiara, fez duas grandes administrações, é um grande gestor e fez uma grande gestão à frente da Saneago”.

Sobre o fato de ter prometido na campanha de 2010 que não tiraria do Estado o controle acionário da Celg e depois fechar acordo de federalização, o governador afirmou que “os goianos não vão perder” a companhia. “Parte dela será transferida à Eletrobras (estatal federal), que é uma empresa pública. O que vamos conseguir é mais dinheiro, mais eficiência”, disse.

O governador afirmou que, se não tivesse fechado o acordo com o governo federal, a Celg não teria a prorrogação da concessão – que vence em julho de 2015. A prorrogação nunca foi condicionada oficialmente à federalização. “Só a prorrogação dará à Celg pelo menos mais R$ 7,5 bilhões em ativos. Por outro lado, a Celg precisa de recursos para serem investidos.” O tucano voltou a dizer que o problema da Celg começou com a venda de Corumbá 1 e de Cachoeira Dourada, em governos do PMDB. O candidato do PSB, Vanderlan Cardoso, será o entrevistado de hoje.

Fonte: O popular