Mesmo relutante, Jair Bolsonaro deu “ok” para a Câmara tocar a reforma administrativa. Mas impôs condições: 1) o texto precisa ser mais claro na preservação dos direitos dos servidores atuais; 2) os trabalhadores da segurança pública serão classificados como carreiras típicas de Estado já na PEC, garantindo na Constituição a tão sonhada estabilidade (caso seja aprovada, claro). A proposta hoje prevê que só carreiras típicas de Estado terão direitos como esse, mas diz que o detalhamento viria posteriormente, por lei complementar.

Desidratando. Uma emenda já está sendo elaborada por aliados do presidente no PSL. A ideia é colocar na PEC as carreiras típicas de Estado, como de policiais (civis, federais, rodoviários federais) e, provavelmente, Abin, Fisco e Itamaraty.

Ah… Como se sabe, forças de segurança formam o eleitorado bolsonarista.

Opa, opa… A emenda do PSL, liderada por Major Vitor Hugo (GO), deve também retirar a proposta de Paulo Guedes que dá ao presidente o poder de extinguir cargos e órgãos públicos por decreto.

…parô, parô. Os governistas entendem também haver brechas na PEC, como marcos temporais, que alcançam os servidores públicos atuais. Isso deve ser retirado do texto também.

Pera lá. A Frente Parlamentar da Segurança Pública pede que as polícias sejam completamente retiradas da reforma administrativa, o que é pouco provável.

Top. Apesar de ter dado o aval à reforma, Bolsonaro deixou claro a Arthur Lira (PP-AL) a prioridade de sua agenda econômica: novo Bolsa Família, que deve ser enviado por medida provisória até agosto; reforma tributária e administrativa. Sem pressa para a última…

Talkey. A criação da comissão especial da reforma foi um gesto importante de que a PEC deve andar, mas não garante aprovação neste semestre. Na melhor das hipóteses, em agosto, o texto sai do colegiado.

Fonte: Estadão