O governador Marconi Perillo (PSDB) disse ontem que a segunda etapa da reforma administrativa no Estado vai extinguir mais de 300 cargos de gerências, em agências e empresas públicas, e reduzir mais algumas superintendências. O anúncio foi feito pela manhã, durante visita às obras da nova sede da Assembleia Legislativa, no Parque Lozandes.

O tucano não adiantou mais detalhes da segunda fase da reforma, alegando que ainda iria tratar do tema com auxiliares. À tarde o governador teve nova reunião com o grupo que o auxilia na preparação da reforma. A previsão é que a proposta seja encaminhada para a Assembleia no início da semana, logo após a segunda e última votação da primeira parte do projeto.

Com a conclusão da votação da primeira etapa da reforma na terça-feira, a aposta é de que a votação dessa segunda etapa ocorra já nas próximas semanas. A terceira etapa abrangerá as empresas públicas que, segundo Marconi, depende de reunião com o conselho de administração para decidir quais cargos poderão ser extintos.

Segundo o tucano, a economia pode ser ainda maior ao longo do próximo ano com o desdobramento nas outras despesas correntes do Estado. Em relação a possíveis cortes, Marconi desmentiu que poderia interferir em outras áreas: “A reforma administrativa que estamos fazendo é para reduzir despesas e fazer economia no Poder Executivo. Quanto aos Poderes Judiciário e Legislativo, eles têm seus orçamentos e limites próprios”.

A agenda de Marconi na manhã de ontem foi à primeira após sua volta da Europa e Marrocos, onde passou duas semanas. Ele vistoriou a construção, disse que o governo estadual dará “apoio integral ao término da nova sede do Legislativo”, e prometeu ao presidente da Assembleia, Hélio de Sousa (DEM) a conclusão da obra em dois anos.

A nova sede começou a ser construída ainda em 2005, na gestão de Samuel Almeida (PSDB) na presidência da Assembleia, e foi paralisada em 2006. Retomada em 2012, a obra tem apenas 25% do previsto concluído. No discurso de ontem, o governador afirmou que serão usados os repasses do duodécimo, que é o repasse mensal de recursos do Executivo para o Legislativo, para a finalização e funcionamento do local.

Fonte: O Popular