Sinalizando pressa na tramitação, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Fábio Sousa (PSDB), pediu vistas ontem do projeto da reforma administrativa logo após a matéria entrar na pauta da reunião da Comissão Mista. O tucano, que vai analisar as emendas que o projeto recebeu (veja quadro) e repassá-las ao governador Marconi Perillo (PSDB), diz que devolve hoje a matéria – quando há a expectativa de aprová-la na Comissão.

Embora tenha dito que o pedido de vistas é em respeito aos colegas parlamentares, “que têm o direito de propor alterações consideradas pertinentes”, o deputado tucano frisou que não há sinalização de recuo por parte do Palácio das Esmeraldas em relação à proposta original da matéria e lembrou que o governo tem poder de veto.

“É uma vontade do governo mantê-lo na originalidade. Quanto mais original possível, melhor. Vamos conversar, temos de chegar a um consenso. Não adianta nada uma alteração sem conversar com o governo, que é quem vai analisar (as propostas). Não podemos esquecer que o governo tem poder de veto. Então precisa ser algo bem construído”, comentou. Fábio tem audiência hoje cedo com o governador para tratar do assunto.

Relator do projeto, o deputado Talles Barreto (PTB) afirmou que não acatará emendas. Ele argumentou que se a reforma sofrer alterações perde a essência. “Essência que é promover o enxugamento da máquina e fazer economia para o Estado”, alegou o petebista, que chegou a travar um embate com deputado Daniel Vilela (PMDB) que reclamou de “falta de coerência” na matéria.

“Acho que deveria ter vindo tudo junto (refere-se à segunda parte da reforma que ainda será enviada a Casa) e ser feito o debate conjunto. O governo foi muito enfático dizendo que está reduzindo secretarias, cargos comissionados, mas ainda não demitiu os cinco mil (servidores) daquele projeto aprovado ano passado”, provocou o peemedebista.

INSATISFAÇÃO

O deputado Simeyzon Silveira (PSC), que apresentou duas emendas ao projeto original, disse que ainda há muita insatisfação no meio cultural em virtude da proposta de fusão das secretarias de Educação, Cultura e Esporte. “Existe muita insatisfação no setor. Temos de fortalecer a cultura e não diminui-la. Até para buscar os recursos nacionais é importante que ela tenha status de secretaria.”

A pedido de Marconi, que estava em viagem de férias, o vice-governador José Eliton (PP) e o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos de Siqueira, receberam representares do setor no início desta semana. Garantiram a continuidade dos repasses federais e dos acordos firmados quanto ao Fundo de Estadual de Cultura e à Lei Goyazes.

Fonte: O Popular