Com menos votos no segundo turno, registrando 3,6 pontos porcentuais a menos nas 20 maiores cidades do Estado, e uma bancada que sai das eleições um terço menor na Assembleia Legislativa, a oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB) terá em 2015 menos força do que no mandato que chega ao fim. O quadro, que já é motivo de preocupação entre oposicionistas, é fruto principalmente da perda de espaços por parte do PMDB, que obteve nas urnas o pior resultado de sua história em Goiás.

Sem considerar os acordos que foram feitos no fim de 2010 e que serão retomados a partir de agora para a composição das bancadas na Assembleia e levando em conta o posicionamento de cada partido durante a campanha, a oposição perdeu sete cadeiras. Os deputados estaduais eleitos que integravam as chapas de Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso há quatro anos somavam 21 cadeiras na Casa. Em 2014, mesmo com a entrada de Antônio Gomide (PT) na disputa, somam 14.

Apesar do número equilibrado de deputados entre oposição e situação logo após o fim das eleições de 2010, o governo ampliou sua influência e na maior parte da atual legislatura, que está se encerrando, conseguiu manter 27 parlamentares na base.

Conforme parlamentares afirmam nos bastidores, é grande a tendência de a bancada de oposição ficar com menos do que as 14 cadeiras que, considerando as alianças eleitorais, foram conquistadas neste ano.

O maior revés entre os partidos oposicionistas atingiu o PMDB. O partido elegeu oito deputados em 2010 e agora só ficaram cinco. Da bancada anterior, quatro tentaram se reeleger e apenas Paulo Cezar Martins e Bruno Peixoto obtiveram êxito.

Na Câmara dos Deputados, o número de parlamentares peemedebistas cairá pela metade. De quatro deputados, sendo que dois tentaram reeleição, somente Pedro Chaves foi bem sucedido. Campeã de votação duas vezes seguidas, chegando a ultrapassar a marca dos 200 mil votos, Iris de Araújo não foi eleita. Ela obteve 66.234 votos.

O contexto gera preocupação no PMDB, que também obteve o pior desempenho de sua história no que diz respeito à disputa pelo governo estadual (leia reportagem nesta página).

Presidente do partido, o deputado estadual Samuel Belchior, que não tentou reeleição, fala que chegou o momento de fazer uma “depuração” na sigla.

A principal preocupação é com o fato de vários diretórios do interior e quase um terço dos 55 prefeitos peemedebistas terem declarado apoio ao governador Marconi Perillo.

Samuel diz que os eleitores colocaram a sigla na oposição e defende a expulsão dos infiéis, assim como intervenção nos diretórios. No entanto, as medidas dependem de aprovação da executiva peemedebista e serão discutidas nas próximas semanas.

Fonte:O Popular