Três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em clonagem de carros foram apresentados na manhã desta sexta-feira (10) pela Polícia Civil, em Goiânia. Entre eles está Cleber Dutra, de 33 anos, apontado como o maior adulterador de chassi da capital. Segundo a investigação, ele agia no esquema “delivery” e ia até a casa das pessoas que contratavam a adulteração para não deixar rastros.

O delegado Adriano Costa, responsável pelo caso, diz que a falsificação feita pelo suspeito era quase perfeita. “Ele é, sem sombra de dúvidas, o melhor falsificador de chassi de Goiânia. Ele consegue fazer adulterações em sinais característicos. O trabalho é artesanal e invejável. Inclusive passível de passar por perícias no Detran [Departamento Estadual de Trânsito]”, explicou.

Também foram apresentados Valdivino Raimundo Lopes, de 52 anos, suspeito de ser um dos líderes da organização, que está preso há cinco anos em Goiás, e uma mulher de 40 anos, cuja conduta na quadrilha ainda é apurada.

Segundo a investigação, Lopes agia de dentro do sistema prisional e em uma operação conjunta entre o Serviço de Inteligência Prisional e a Polícia Civil, a ação foi detectada. O delegado explica que a ficha de crime dele é extensa.

“Juntando todas as condenações, o Valdivino tem que cumprir 60 anos de prisão. No momento cumpria pena por roubo e vamos fazer uma identificação criminal, já que ele possui cinco nomes falsos. Ainda possui processos no Maranhão, São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais”, destacou Costa.

O delegado ressaltou que a suspeita é que a quadrilha tenha clonado centenas de carros em vários estados no Brasil. Por isso, a investigação continua. “A ideia é acabar de vez com essa organização criminosa”, conclui.

Fonte: G1 Goiás